Tuesday, 10-04-2012 às 14:58 @ Comentários @ Por Táfnes Sheng Português, Textos @ 706 palavras

Alguém já ouviu falar do Príncipe Encantado? Vivemos uma ilusão que nos foi dada pelas histórias, pelos filmes, livros, etc. Uma imensidão sem fim de definições para a palavra Homem invadem nosso vocabulário. Algumas pensam rico, bonito, gostoso, sexo, sempre igual, traidor, vagabundo, amoroso, etc. A experiência que muitas têm com essa espécie tão destacada da natureza é o que as leva futuramente a coisas chamadas namoro, noivado, e casamento. Apesar de nem sempre acabarem da forma que querem, elas imaginam que tudo vai ser perfeito, e que o famoso Feliz para Sempre é o que definiria sua vida. Na verdade, é exatamente assim que pensam as mulheres. Inconscientemente, buscamos a pessoa que consideramos perfeita. Aquele cara que saiba quando estamos tristes ou felizes, que nos pergunte se estamos bem, se precisamos de ajuda, apesar de normalmente recusar (pelo menos no meu caso). Buscamos uma pessoa que arriscaria sua vida pela nossa, que não aceite limites para o que conhecemos como amor, cujos sorrisos mudam o rumo da história em questão de segundos. Aquela pessoa perfeita, que nos ajudaria nas compras de roupa, que não teria problemas em passar horas esperando que a gente saia do provador com um vestido pra dizer o que acha, que não ligue se somos gordas ou magras, que possamos dizer que foi o tão sonhado amor à primeira vista, que aquela troca de olhares mudou completamente o rumo da sua vida. Ou que você se mudou de casa, e conversa com um homem de dois anos antes de você, como no filme A Casa do Lago. Sei que é impossível, mas seria muito #foda se isso acontecesse comigo, eu gostaria. Ou aquele cara vampiro que daria a vida eterna que ele tem para que você possa viver, que por achar que você morreu, fosse se suicidar. Queremos que sejam caras que nos reconheçam como mulheres, que nos ofereçam ajuda e mostrem que estão preocupados por nós, apesar de querermos que vejam que podemos nos virar sozinhas, que podemos ser independentes (o que afinal é uma boa ideia, porque o carinha acorda pra vida e não dá mole pra te perder), e que gostamos de reconhecimento, apesar de sermos modestas. Que saibam que quando pegamos o martelo, não queremos que discutam sobre o lugar, que só entreguem o quadro para que nós o ajeitamos. Apesar disso, no final o homem de hoje em dia não pode ser o nosso Príncipe Encantado. Ele vai ver que somos independentes e vão ir atrás de outra, que dependa deles e que eles possam traír-la e ainda voltar pro abraço amado dela. Possivelmente vão deixar de escrevernos por achar que somos loucas de estar dois anos à frente deles, que somos comida e não amor, vão cansar de que quando perguntam se queremos ajuda a resposta é quase sempre não, e vão parar de perguntar. Vão ver que quando estamos tristes algumas de nós preferem encarar a situação sozinhas, e apesar de gostarem quando perguntam se estamos bem, dizem que sim e que sem problemas, e vão parar de perguntar. Um Feliz Pra Sempre, nessa realidade, se torna cada vez mais impossível. Então no final, terminamos com um cara que não tem tempo pra nós, que dizia que nos ama, que cansou de ser o homem perfeito, que depois do anel na mão esquerda resolve mudar tudo de rumo. Eu queria poder dizer que consegui meu Príncipe Encantado, que um Feliz Pra Sempre faz parte da minha vida, e que nem a morte nos separa. Queria poder dizer que aquela troca de olhares, aquelas palavras lindas nas cartas escritas à mão fizeram parte das lembranças que tenho hoje. Eu queria poder dizer muuuitas coisas, mas não posso. Simplesmente não posso.